clancy the midnight gospel

É simplesmente a série mais louca e instigante a atravessar temas como meditação, esoterismo, psicologia, filosofia e espiritualidade.

The Midnight Gospel é uma série de animação da Netflix, criada pelo comediante Duncan Trussell e por Pendleton Ward, conhecido por criar a série ganhadora do Emmy, “Hora de aventura“, no Cartoon Network.

Duncan, por sua vez, possui um podcast chamado “Duncan Trussell Family Hour podcast“. Cujos episódios e convidados serviram de inspiração para a série.

The Midnight Gospel Duncan Trussell convidados podcast
fonte: http://www.duncantrussell.com/midnightgospel

Qual é a história de The Midnight Gospel?

O nome do personagem principal é Clancy Gilroy. Ele vive numa dimensão chamada “a fita cromática” e é um “spacecaster” – como o próprio criador define, um “vídeo-podcaster no espaço”.

Nessa dimensão, os “fazendeiros de simulação” usam bio-computadores super poderosos para simular universos e colher tecnologias.

Cada episódio se desenrola com ele – literalmente – enfiando a cabeça no simulador e sendo lançado para um dos mundos simulados do multi-verso. Cada vez com um avatar diferente.

Ao chegar lá, ele entrevista alguma pessoa (ou ser), para o seu spacecast. E, quando volta, passa o arquivo para o computador e manda para o espaço.

Quais temas são abordados em The Midnight Gospel?

A série desdobra desde conversas despretensiosas e interessantes sobre a legalização da cannabis e outras substâncias – no primeiro episodio -, até a necessidade de encararmos a nossa própria mortalidade.

Passando por teorias da conspiração, mágica e o que realmente é mindfulness (Entenda a diferença entre estado de flow e meditação).

clancy e sua mãe episódio 8 - the midnight gospel

E, se o que eu falei até agora já não foi suficiente, aqui vão:

4 razões para você assistir The Midnight Gospel, a série mais psicodélica da Netflix

1) Loucura e Genialidade

Você simplesmente não irá encontrar em nenhuma língua, mídia ou lugar, as ideias abordadas nessa série, com o formato e contexto imagético expostos ali.

Os episódios são uma combinação tão absurdamente incrível de temas extremamente profundos concernentes à experiência humana, mas com uma apresentação surrealmente improvável. Sério, só isso já deveria ser suficiente para você assistir – todo indivíduo merece essa experiência!

Observação: provavelmente essa combinação faz referência às conversas mais loucas e profundas que se tem em viagens para outros mundos.

2) Comédia e Realidade

A seriedade da alguns assuntos abordados, como encarar a própria mortalidade e daqueles que se ama, é introduzida no meio de tanta loucura e risada, que se você estiver desatento, passará despercebido de início.

Mas quando você se dá conta, está sentado na beirada do universo, olhando para dentro de si mesmo(a).

A comédia é uma excelente estratégia para introduzir assuntos mais delicados.

clancy psicodélicos trip acid

3) Quebrando o tabu!

A série constrói uma maneira genial de trazer “uma mensagem” (gospel significa evangelho), que normalmente “não vê a luz do dia” (talvez por isso midnight; meia-noite em português).

“The Midnight Gospel” se traduz literalmente por “Evangelho da Meia-noite”.

Existe muita coisa válida sobre a experiência humana que simplesmente não é sequer mencionada na conversa familiar padrão – seja num nível psicológico, filosófico e/ou espiritual.

Fico feliz em ver que a Netflix está abrindo as portas para esse tipo de conversa mais aberta.

4) Muita informação em pouco tempo

Vale lembrar que, como falei acima, o The Midnight Gospel é inspirado em algumas das conversas do “Duncan Trussell Family Hour Podcast“. Porém, estas foram comprimidas em episódios de 20 minutos.

Ou seja, uma quantidade enorme de informação, reorganizada, condensada e exprimida em pacotes de 8 episódios – a série inteira não dá nem 3 horas.

Conclusão

Só da play ;).

Por Rafael Jordão.

P.S.: Gravei um vídeo desdobrando a psicologia por trás de The Midnight Gospel. Atravesso o conceito de realidade, a utilidade das simulações, niilismo, impermanência e a necessidade de encararmos a vida e a nossa mortalidade.

E, se fez sentido pra ti – depois que assistir a série, rs – comenta aqui embaixo o que achou. Podemos ter algumas horas (ou eras) de conversa sobre os temas.